segunda-feira, 10 de agosto de 2015

O papel da Inclusão Digital na Educação Musical



A peça chave para estreitar e abrir os caminhos do conhecimento a um indivíduo é, sem dúvida, o professor. Mas como anda o papel do mestre na questão da inclusão digital em relação à educação musical hoje?
Muito se fala sobre a inclusão digital e das facilidades de acesso as novas tecnologias, como o uso do computador, por exemplo. Isto tem permitido que grande massa da população manuseie e conectem-se com facilidade a grande rede mundial – a internet.
Muitas destas pessoas sabem como buscar informações através desta rede, porém, muitas vezes, não sabem como filtrá-las, organizá-las, ou que devem considerar, ou qual o contexto da informação. Daí vem o papel indispensável do educador. Ele tem a missão de orientar, ensinar seus alunos a estabelecerem prioridades e ensiná-los a pensar.
       As novas tecnologias e o fácil acesso às informações têm proporcionado aos jovens contemporâneos, uma mudança considerável em seu estilo de vida.  Segundo pesquisadores, as pessoas modificaram seus hábitos de se relacionarem umas com as outras, e as ferramentas tecnológicas como o celular, computadores e internet, que com frequência são usadas, tem provocado alterações no comportamento destes indivíduos. Tudo é ágil, a informação corre aqui e acolá e pode-se manter informado a tudo o que ocorre pelo mundo, com apenas um clique.
          Comunicar-se com uma, duas e quantas pessoas quiserem enquanto faz outras atividades simultaneamente, através destas ferramentas, é algo extremamente natural nos dias de hoje. Estes indivíduos, inconscientemente, são induzidos a fazer diversas coisas ao mesmo tempo e são condicionados a adaptarem suas atividades habituais.
        Consequentemente, estas mudanças de comportamento têm provocado alterações no cérebro destes indivíduos. Suas mentes se tornaram mais dinâmicas, devido à tamanha informação e carecem de “novidades” para prenderam sua atenção.
          Na escola, os professores que não adéquam a esta realidade sentem-se de “mãos atadas” e  chegam até atribuir a falta de interesse dos alunos como indisciplina. O educador precisa criar formas criativas para tratarem e exporem o conteúdo a seus alunos. Ele precisa instigando-o, levá-los a se interessarem em resolver questões problemáticas, estimulá-los a pesquisas e criar métodos de como os alunos possam interagir com os demais, através da tecnologia.
          Sabemos que esta mudança é inevitável, porém proporciona muitos transtornos. Isto gera entre o meio docente, muitas vez resistência, insatisfação e desmotivação. Um artigo do presidente da Hoper Educaçao, Ruon Braga, cita que uma provável solução será em longo prazo:

“...ainda teremos que esperar que uma nova geração de professores, nascidos na era da internet, que cresceram conectados e interligados ao mundo em redes sociais e, portanto, com um modelo mental aberto a este novo mundo, para somente então conseguirmos mudar o modelo educacional vigente.”

O educador musical pode beneficiar suas aulas de música por meio das novas tecnologias estimulando seus alunos a pesquisa, solicitando trabalhos em grupo como, por exemplo, a criação de paródias e orientá-los para baixarem as cifras ou partituras em sites específicos, referente a música escolhida ou mesmo usar playbacks grátis que podem ser encontrados em sites do gênero, entre outros meios em que o professor achar conveniente e acessível a seus alunos de acordo com a disponibilidade local.
O outro meio de aplicação da tecnologia em sala de aula seria estimular os alunos à criação de slides para a apresentação de trabalhos biográficos de compositores, suas obras e curiosidades, utilizando de recursos de imagens e som.  Aos alunos que já são ou estão sendo musicalizados podem ser realizadas pesquisas de partituras das músicas que eles mais gostam e sugerirem a leitura e análise das mesmas.
As aulas de criação de instrumentos também é uma boa pedida, incitando os alunos a buscarem novas experiências através de pesquisas e vídeos na internet, analisando experiências de outras pessoas e crias as suas...
Enfim, há várias possibilidades de incluirmos nossos alunos de música neste universo digital, basta um bom planejamento, estratégias e criatividade, sempre tendo como premissa: proporcionar a oportunidade e motivação dos educandos!

Referências:


MONTANARO, P. R. A internet e a inclusão digital.  Material didático da disciplina EMPE3 – EAD UFSCAR. Disponível em: <ead2.sead.ufscar.br/mod/book/view.php?id=111173>. Acesso: 10 agosto 2015.